A apanha da castanha no concelho de Vila Pouca de Aguiar está atrasada, este ano, pelo menos três semanas. Só esta semana se começará a apanhar o fruto com maior intensidade, num ano em que a produção deverá baixar cerca de 30 por cento devido às condições meteorológicas que não permitiram que a castanha crescesse o suficiente.

O São Martinho está à porta e as castanhas ainda escasseiam no chão dos soutos. Por norma, a apanha começa no início do mês de outubro mas este ano o grosso da produção será apanhada apenas em novembro. A culpa é do verão que tardou em chegar, com uma época de chuvas que se prolongou além do habitual, e uma época de calor que foi muito intensa, principalmente em agosto, mês durante o qual se verificaram temperaturas médias muito elevadas. Agora, que o outono deu tréguas e as altas temperaturas regressaram, por ocasião do São Martinho, tudo indica que este ano, excecionalmente, a apanha da castanha se fará de manga curta…

“O que aconteceu foi que o ciclo de desenvolvimento das árvores começou tarde, por razões meteorológicas, e não foi recuperado. A luta biológica também teve início duas a três semanas além do habitual”, explicou José Gomes Laranjo, presidente da Refcast, associação da fileira da castanha.

O ditado diz que as castanhas, no verão, devem “ferver” no ouriço. O problema é que, segundo José Laranjo, este ano “ferveram” em demasia. “Tivemos um verão extremamente quente e seco, o que fez com que as castanhas ‘fervessem’ demais no ouriço. O tempo quento, associado à falta de água, também fez com que elas não crescessem o suficiente. Por isso a castanha este ano será mais pequena, com a predominância do calibre médio, e castanhas mais pequenas resultam quase sempre numa produção menor”, explicou. Por essa razão, “o período de colheita da castanha vai acontecer mais tarde e será muito curto”.

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Edição nº 110

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