Acácio Almeida é mais do que um artesão. Ele idealiza, projeta, constrói e, por fim, surpreende quem observa as suas obras. Residente em Cabanes, na Freguesia de Pensalvos e Parada de Monteiros, é lá que guarda cerca de meio milhar de peças em madeira que compõem o Museu Etnográfico.

Já aos 14 anos Acácio demonstrava engenho e minúcia, pelo que foi com naturalidade que começou a aprender carpintaria. A tropa chegou, anos mais tarde, mas mesmo assim não lhe perdeu o gosto. Foi precisamente no cumprimento do serviço militar que começou a conceber as primeiras peças, como um barco e uma capela de fósforos, ou simplesmente um cachimbo.

Anos mais tarde, Acácio seria levado na onda da emigração. Regressa a Portugal, 27 anos depois, e dedica-se, com mais afinco, à arte de trabalhar a madeira. Trouxe consigo algumas obras de referência, como uma Torre Eiffel de 1,5 metros, construída com mais de 13 mil fósforos, com elevador telecomandado e tudo.

Revê-se, sobretudo, como um homem de vários ofícios. No estrangeiro trabalhou na construção civil, em Portugal foi autarca de Pensalvos, durante 12 anos, fundou associações e participou em dezenas de eventos.

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Reportagem completa na edição nº 35, nas bancas

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