A região transmontana é caracterizada pela abundância de espécies animais e vegetais. Associada à riqueza animal existente na região, tal como no concelho de Vila Pouca de Aguiar, está a caça e a pesca, que desempenham um papel importante no turismo e no desenvolvimento económico e social de Trás-os-Montes e Alto Douro.

São por isso de salientar na região atividades como a pesca da truta, a caça à perdiz, ao coelho e à lebre, as montarias ao javali, e quem sabe, num futuro próximo, a caça ao corço e ao veado. Contudo, devido à mudança nos hábitos rurais, pela diminuição da atividade agrícola e o aumento da floresta, as zonas de caça menor estão a evoluir para zonas de caça maior, uma situação que se agrava com o desaparecimento do coelho (por doença hemorrágica viral) e da perdiz (pela falta de alimento adequado à espécie). Daí que o javali seja cada vez mais o centro das atenções, uma vez que a caça a esta espécie cinegética movimenta muitas pessoas em montarias, que vêm de todo o país – e até de Espanha – para caçar na região.

No passado mês de outubro arrancou a época venatória para a caça ao coelho-bravo, lebre e perdiz-vermelha, as espécies mais comuns na região. Assim, nos próximos meses, centenas de caçadores vão percorrer, de veículos motorizados ou apeados, as zonas de caça municipais autorizadas. No concelho de Vila Pouca de Aguiar há nove associações de caça ativas, cada uma com a sua zona de intervenção.

 

Caça menor está a desaparecer nas encostas do Tâmega

 

A Associação de Caça e Pesca “Encostas do Tâmega”, com sede em Bragado (edifício da Junta de Freguesia), mas que abrange as freguesias de Bragado e Capeludos de Aguiar, promoveu, no sábado, dia 5 de novembro, uma batida ao javali, um evento que culminou com um almoço convívio e que reuniu dezenas de caçadores.

Com uma área total de 2 mil hectares e 70 associados inscritos (número de caçadores permitido em função área autorizada de caça), a Associação de Caça e Pesca, presidida por Luís Costa, está a optar cada vez mais pela caça de salto ao javali dada a falta de espécies menores como o coelho ou a lebre.

O dirigente reconheceu que o abandono dos campos agrícolas, mas também a falta de limpeza dos matos, têm propiciando uma maior predominância de caça maior nas Zonas de Caça autorizadas, o que pode levar, no limite, ao desaparecimento da atividade nestas regiões.

De referir que a atividade dinamiza fortemente os vários sectores da economia, estando sujeita, pelo Estado, a uma elevada taxa contributiva.

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Reportagem completa na versão impressa

Edição nº 112

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Diretor do jornal semanal "Notícias de Aguiar" Jornalista profissional desde 2009

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