É a aldeia com menor número de habitantes do concelho (apenas dois), e certamente uma das mais desertas do país. Apenas ultrapassada por aquelas aldeias onde já não há uma réstia de gente… Em Cubas, na freguesia de Valoura, vivem felizes, mas sozinhos, Francisco Costa e Maria da Libração Alves.

Os dias são passados no campo, e não há vida mais saudável do que esta. Apanham a azeitona, no inverno, a castanha, no outono, sendo que no resto do ano tratam de uma pequena horta, assim como do alimento das quatro vacas que ainda preservam e com quem repartem os dias monótonos passados na aldeia. Trabalho não lhes falta. “Damos por aí umas voltinhas e trabalhamos como podemos. Não podemos é viver só da reforma!”, atirou o senhor Xico, sempre muito acutilante.

A única coisa que lhes fazia falta, neste momento, era vizinhança. “Precisávamos de uns bons vizinhos, para a gente passar o tempo. Mas ninguém quer vir para aqui. Ficamos cá nós enquanto deus quiser”, lamentou o homem, referindo que a sua vizinha mais próxima é a Santa Bárbara, “que está logo ali ao lado”, na Capela. A televisão “é sempre uma boa companhia”, embora seja com ansiedade que aguarda pela visita dos filhos, familiares ou dos turistas que de vez em quando passam na aldeia.

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