Projeto “Aldeia Feliz” percorreu as aldeias das freguesias de Alvão, Bragado, Capeludos de Aguiar, Pensalvos e Parada de Monteiro

26 estudantes do curso de medicina da Universidade do Minho, divididos por vários grupos, visitaram cerca de 200 idosos de 33 aldeias do concelho de Vila Pouca de Aguiar, com vista à realização de rastreios cardiovasculares, identificação de problemas de saúde e mobilidade e avaliação das suas condições de habitabilidade e grau de dependência. A iniciativa inseriu-se no projeto “Aldeia Feliz” e percorreu, entre os dias 16 e 19 de julho, aldeias das freguesias de Alvão, Bragado, Capeludos de Aguiar, Pensalvos e Parada de Monteiro

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Lucília Redondo, Tresminas

Lucília Redondo, de 68 anos, é morada na primeira casa da aldeia de Tresminas, e por isso também foi a primeira a ser abordada pelos estudantes de medicina. Como seria de esperar na sua idade, conta com alguns problemas de saúde, mas admite que tem sido acompanhada pelo médico, no Centro de Saúde, e que os filhos, que ainda moram com ela, dão o apoio necessário.

 

Maria Raquel, Vilarelho

Maria Augusta Raquel, de 84 anos, estava sozinha quando viu chegar os primeiros estudantes à sua aldeia. Ouve mal, e por isso demorou a perceber qual a razão da vista. “Estamos cá para ajudar”, diz uma aluna de medicina, que começou por realizar um questionário. Depois seguiram-se a medição da tensão arterial e do nível de diabetes, que, segundo o resultado, não estava mal, tendo em conta a idade. Tem uma reforma pequena, segundo Maria Augusta, mas a presença constante da filha torna os seus dias mais alegres.

 

Emília Chaves, Vilarelho

Com 93 primaveras, Emília Chaves, viúva, conta que esteve casada 70 longos (mas felizes) anos. Ouve bem, fala bem, não deu trabalho às futuras médicas que a auscultaram. Conta, naturalmente, com alguns problemas, principalmente de locomoção, mas no geral ainda se sente bem. Lamenta a pouca ajuda do Estado nos seus cuidados de saúde, e não percebe porque anda pagas taxas no Centro de Saúde. “Na minha idade já não devia pagar consultas, não acham?”, perguntou.

 

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Notícia completa na edição nº 45, nas bancas

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