No concelho de Vila Pouca de Aguiar estão sinalizadas dezenas de famílias em dificuldades. Rendimentos baixos, casas sem condições mínimas, e falta de acesso à educação e saúde são alguns dos problemas detetados. A autarquia, através do Cartão Social, já presta ajuda a estas famílias, mas está agora a requalificar algumas casas. O Notícias de Aguiar visitou dois casos identificados pelos serviços sociais.

Maria

Maria Emília Veiga morava numa casa sem as condições mínimas de habitabilidade. O telhado estava deteriorado, as paredes eram feitas de madeira já apodrecida, e sempre que um temporal assolava a aldeia de Telões, “parecia que a casa vinha abaixo!”. “Era terrível. Quando aqui cheguei, há quase dez anos, não estava assim. Foi piorando ao longo do tempo. Já tinha buracos pelas paredes fora e até tinha medo de lá morar”, lamentou.

O apoio social chegou em bom tempo. A casa está, agora, a ser requalificada, através de um incentivo da autarquia, o telhado foi renovado e as paredes já não agitam quando o mau tempo lhes atravessa.

Em casa moram quatro pessoas. Maria Emília, o marido e os dois netos que estão ao seu cuidado, porque os filhos foram à procura de uma vida melhor. Todos vivem com um vencimento mínimo, auferido pelo marido, “que não chega para todas as despesas”.

Fábio2

Em Campo de Jales fomos encontrar Fábio Lopes. Com 25 anos, tem uma filha e espera poder morar, a três, numa habitação pela primeira vez. Uma casa, já debilitada, foi-lhe oferecida pelos sogros e está agora a ser reabilitada com a ajuda da autarquia.

Ambos estão desempregados, vivem com o rendimento mínimo e o abono da criança. Tudo junto, não ultrapassa os 400 euros. A casa é um sonho quase concretizado. “Não tinha possibilidades de ter uma casa. Soube do apoio e candidatei-me. Ainda vivemos com os meus sogros, mas espero mudar-me em breve”, disse. Para eles, será o início de uma nova vida. Agora só falta o recheio, que vai tentar adquirir em segunda mão. “Uma coisa de cada vez”, sublinhou.

 

(…)

Notícia completa na edição nº 22, nas bancas

Comentar

Please enter your comment!
Please enter your name here