Fundada Confraria das Serranas para promover a raça Maronesa

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Fundadores da Confraria das Serranas

Foi constituída hoje, dia 28 de dezembro, em escritura pública, em Vila Pouca de Aguiar, a Confraria das Serranas, uma confraria gastronómica que, além de promover o consumo da Maronesa, pretende impulsionar e dinamizar esta raça autóctone, com Denominação de Origem Protegida (DOP).

Licínio Rio Costa, um dos confrades fundadores, referiu, aquando da constituição, que “o nome de Confraria das Serranas foi escolhido porque, antigamente, estas vacas eram conhecidas por serranas”. Havia, ainda, quem as designasse de “pinheiras” ou “bravias”.

A Confraria das Serranas tem uma comissão instaladora, constituída por cinco confrades fundadores. No início de 2019, será agendada uma assembleia geral, na qual vão ser eleitos os órgãos sociais e serão entronizados os primeiros confrades efetivos.

Essencialmente, a confraria tem por objeto a defesa, o estudo, a divulgação, a promoção, a recomendação e valorização do património natural da raça Maronesa e do seu território. “Queremos promover a preservação da raça, fomentar a produção e combater o despovoamento nestas zonas de montanha, cujo modo de vida está intimamente ligado à produção animal”, informou Licínio Rio Costa, adiantando que estão a ser preparadas algumas iniciativas neste âmbito.

António Moutinho, Carlos Machado dos Santos, Joaquim Teixeira, Licínio Rio Costa e Stephen Morin são os confrades fundadores e membros da comissão instaladora. A Confraria das Serranas tem sede em Souto, na freguesia de Telões.

A raça Maronesa

A raça Maronesa define-se como uma raça de montanha, primitiva, natural e rústica. O seu nome oficial responde à toponímia da Serra do Marão. As vacas de raça Maronesa são as mais próximas do antepassado já extinto auroque. Uma das figuras imortalizadas nas gravuras rupestres de Foz Côa.

A base geográfica da exploração da raça bovina Maronesa, engloba, fundamentalmente, duas regiões naturais – a do Alvão-Marão e a da Padrela, mais concretamente os concelhos de Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Mondim de Basto e Ribeira de Pena.

A Associação de Criadores de Maronês, com sede em Vila Real, é a coletividade que detém a marca DOP Maronesa, que representa praticamente a totalidade dos criadores e tem como missão a preservação e o melhoramento da raça. A comercialização desta carne é feita através do Agrupamento de Produtores de Carne Maronesa. 

Recentemente, foi lançado o projeto “Terra Maronesa”, que pretende valorizar esta raça autóctone nas suas diferentes vertentes: cultural; social/económica; ambiental e turística. Pretende contribuir para a valorização, não só do animal, mas também da região e dos produtos locais, sendo, por isso, também um contributo para a comunicação do território e para a atração turística. Em 2018, o projeto foi finalista ao Prémio Manuel António da Mota.

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