Antigo administrador da área industrial da empresa Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas (VMPS) lamenta a baixa frequência de pessoas nos balneários da vila termal (apenas 55 no termalismo clássico em 2014) e a falta de oferta hoteleira dentro do parque.

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“Termalismo não está a ser potenciado”

Pelo sentimento que nutre pela “vila termal”, fruto de três décadas de trabalho árduo em prol das águas gasocarbónicas, o antigo administrador lamenta o facto de um lugar com este património “valiosíssimo” (a água) esteja cada vez mais empobrecido e despido de gente. “Estamos num território fortemente afetado pela perda de população. Só o turismo e uma estância termal a funcionar em pleno poderiam devolver a Pedras Salgadas o fulgor de outros tempos”.

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Aquistas querem ficar no parque”

Luís Leyva lamenta que, alguns anos após a aquisição da VMPS pela UNICER à Jerónimo Martins, três unidades hoteleiras de grande importância tenham desaparecido: os Hotéis do Norte e Avelames (onde anos antes se gastaram 7,5 milhões de euros na sua construção) e a Pensão do Parque, o que denota “um afastamento do termalismo clássico”, já que grande parte dos hóspedes dos hotéis, mais recentemente do Avelames, eram aquistas e utilizadores das termas.

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Pedras Salgadas entre as últimas estâncias termais

De acordo com um estudo divulgado recentemente pela Associação de Termas de Portugal (ATP), no ano da reabertura do parque de Pedras Salgadas, em 2012, as inscrições de Termalismo Clássico e SPA eram 61 e 1036, respetivamente. Totalizando um encaixe de 36.240 euros. No ano seguinte, o termalismo clássico caiu para 33 inscrições e o SPA para 991. A receita desceu para 32.860 euros. O ano passado foi o pior desde a reabertura, com 55 inscrições no termalismo e 603 no SPA, que resultam também da estadia nas “Eco Houses”. Tudo somado, apenas 29.820 euros, um valor que atira a estância para os últimos lugares ao nível nacional.

“Claro que o facto de o parque estar fechado durante quatro anos, entre 2004 e 2008, e as obras de requalificação terem sido executadas entre 2008 e 2012, afastou muito público desta estância termal. Mas esta não pode ser a única justificação para a falta de inscrições”, disse.

Os dados estatísticos divulgam que o negócio nacional do termalismo envolve 30 unidades termais, cujo valor global atinge os 11,6 milhões de euros. É estimado que, transversalmente, este valor é multiplicado por sete nesses mesmos locais através das atividades de hotelaria, restauração cafetaria e comercia em geral.

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Reportagem completa na edição nº 32, de 14/04, nas bancas

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