A Associação de Raiz do Monte recriou, no passado sábado, mais uma vez, uma atividade com forte tradição nas aldeias do concelho. As segadas e malhadas faziam parte integrante da rotina agrícola do meio rural, uma atividade que contava, como sempre, com enorme convívio entre a população, onde não faltava de comer e de beber.

“Num tempo em que toda a gente da aldeia se juntava para segar o centeio, a animação era constante, cantava-se, brincava-se, mas também se trabalhava muito, o convívio era muito salutar”, explicou Sérgio Vaz, presidente da associação que recria este ritual tipicamente rural desde 2001, altura em que fundaram o Rancho Folclórico.

(…)

Da rotina fazia parte a segada do centeio, que era depois atado e colocado em molhos, antes de ser levado para a eira. Depois diz, ainda integrava a encenação o “cantar o ramo às cozinheiras”. Feito de castanheiro, muito bem adornado, o ramo era levado ao patrão do terreno onde trabalhavam, neste casa uma patroa, que rapidamente abasteceu de pão e vinho todos os que acompanharam a oferenda.

De seguida, os malhos entravam na ação, uma tarefa árdua, empenhada por homens. Depois de colocado na eira, o centeio era batido com vigor, para fazer saltar o precioso cereal. A meio trabalho, quando o centeio era virado, entrava mais uma merenda. O repasto era chamado de meideira. No final do dia de trabalho, não faltou a ceia tradicional, que marcou o encerramento da atividade.

(…)
Notícia completa na edição nº 44

Comentar

Please enter your comment!
Please enter your name here