A “queima do velho”, uma tradição cultural recuperada na aldeia de Valoura, aconteceu na noite do passado dia 31 de dezembro para o dia 1 de janeiro, no largo principal da aldeia que dá o nome à freguesia.

Este é um dos rituais que mais perdura até aos nossos dias, em Valoura. Assim, o “velho” é um boneco feito em palha que simboliza o ano velho, neste caso o ano de 2016, que é queimado para dar lugar ao ano novo, o ano de 2017.

“O velho simboliza o ano velho, o ano que agora termina”, confirmou Carlos Dias, natural da freguesia de Valoura, um dos organizadores do evento. Já a fogueira é sinónimo de união, espírito, convívio, purificação, fraternização e partilha entre o povo.

Desde há muitos anos que é tradição, na aldeia de Valoura, a época de Natal e de entrada para o novo ano, ser marcada pela união da população em volta da fogueira. Recentemente foi recuperada a tradição da “queima do velho”, que enriquece culturalmente a freguesia. “Conheço esta tradição há anos”, relatou José Manuel Borges, residente em Valoura. “Esta tradição já existiu há muitos anos e lembro-me por exemplo que a minha avó já falava que os homens iam buscar o canhoto para depois se queimar”, disse Natércia Basto, também de Valoura.

Valoura é uma aldeia culturalmente rica, sendo a tradição da “queima do velho” caraterizada pelos habitantes que nela habitam como “única” e “maravilhosa”. “Valoura é sinónimo de família, de tradições antigas, tudo isso faz parte da identidade da aldeia. Valoura é o sítio onde tudo é possível”, mencionou com orgulho David Costa.

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Reportagem completa na versão impressa

Edição nº 119

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