A Escola de Teatro “Tia Micas” começou já a dar os primeiros passos com a Câmara Municipal a estabelecer um Protocolo de Cooperação com a Filandorra – Teatro do Nordeste. A proposta da criação desta escola municipal foi aprovada a 12 de fevereiro em reunião de Câmara.

Alberto Machado, presidente da Câmara, cumpre o compromisso feito à comunidade no sentido de valorizar a cultura dando aos aguiarenses a possibilidade de obter formação em teatro e releva a “Tia Micas” que foi uma pessoa que dinamizou, a nível sociocultural, várias gerações de crianças e jovens, tendo sido sempre muito querida da comunidade local.

O protocolo entre a Câmara e a Filandorra para a criação da escola de teatro visa “a formação de novos públicos e fomentar o aparecimento de grupos de teatro na comunidade, sendo a escola aberta a todas as idades”, sob orientação de especialistas na área de teatro e educação.

A companhia de teatro vai desenvolver no concelho duas dezenas de atividades associadas à formação, desde logo, com uma sessão aberta à comunidade tornando acessível a introdução ao teatro. Ateliers sobre corpo (movimento, respiração, dicção, etc.), texto e representação, distribuição de papéis e ensaios diversos estão entre os módulos de formação, que culminarão com uma apresentação ao público.

O protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal e a Filandorra – Teatro do Nordeste é de um ano, sendo à partida automaticamente renovável por igual período.

Maria da Conceição Figueiredo (1921 – 2008), carinhosamente conhecida como “Tia Micas” foi uma autodidata que impulsionou o teatro, a dança e o folclore. Desde cedo (década de 60) mostrou uma grande aptidão para a cultura. Foi graças a esta figura marcante que nos finais dos anos 60 e durante a década de 70 houve um grande incremento pelas artes. Praticamente todos os adolescentes passaram pela representação e pelo Rancho Folclórico de Vila Pouca de Aguiar. Todos os anos eram realizados grandes espetáculos no Cine Teatro, cujos fundos revertiam para a construção da atual Igreja Paroquial. Pelos seus serviços prestados à cultura, foi-lhe atribuída a medalha de mérito, grau ouro, pela Câmara Municipal.

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