Há um atelier em Pedras Salgadas, com cerca de dez pessoas, que se dedica à decoração de pedra lava, ou pedra vulcânica, que é colorida e depois levada ao forno. A peça de artesanato resulta de uma arte nunca antes vista, trazida por um emigrante em França, natural de Lagobom.
A vila termal de Pedras Salgadas é rica não só em água, mas também em artesãos. São muitos os que, no pico do verão, levam os seus trabalhos à Feira do Mel e do Artesanato, em Pedras Salgadas, um certame que atrai milhares de visitantes.
A origem do nome “Pedras” pode estar ligada à existência de pequenos depósitos achados nas fontes de água mineral natural gasocarbónica, ou simplesmente por existir, neste território, uma qualidade de pedra granítica de elevada qualidade. Uma coisa é certa, “pedras” e “arte” são duas palavras que caminham há anos de mãos dadas.
A arte que fomos encontrar num atelier criado recentemente em Pedras Salgadas é prova disso mesmo. Nas traseiras do edifício-sede da Junta de Freguesia de Bornes de Aguiar, José Luís Machado, um emigrante há 50 anos em França, ensina a arte de decoração de pedras vulcânicas a dez pessoas, um conceito que ele próprio desenvolveu e que cujo resultado impressiona. “É uma técnica inovadora e muito pouco conhecida. Primeiro escolhe-se uma imagem que queremos reproduzir na pedra. Depois, os limites da figura são transportados para a pedra com a ajuda do papel químico, para de seguida colorir o preenchimento. A pedra é levada ao forno, a aproximadamente 970 graus, e quando a retiramos vemos uma superfície espelhada, como se um vidro colorido se tratasse”, explicou o artesão e formador do atelier, que também já reproduziu fotografias no mesmo material, e inclusive criou o brasão da Associação Cultural de Lagobom (ver na imagem).
A pedra de propriedades únicas, porosa e com grande isolamento térmico e acústico, é trazida de uma região específica de França, famosa pela atividade vulcânica. Este material, que foi fundido a altas temperaturas, é cortado para ganhar o formato de um quadro, mais ou menos regular, dependendo do resultado que queremos. As obras de arte assemelham-se a pinturas, com uma liberdade criativa quase ilimitada.
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Reportagem completa na edição nº 88, nas bancas


























Gostei.Artistas destes existem poucos, pena é que não sejam apoiados, para o bom desenvolvimento da zona.
seija bem vindo este Artista ao mundo do artesanato,que tenha muito desenvolvimento pra zona Norte PARABENS!!!! ZE LUIS!!!!!