Encerramento da Caixa motivou protesto e corte de estrada

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A Caixa Geral de Depósitos não chegou a abrir esta sexta-feira, em Pedras Salgadas. Tendo conhecimento do protesto, agendado para o último dia de funcionamento da agência, a administração da Caixa decidiu antecipar o encerramento.

A população, ainda mais ferida, saiu à rua, como agendado, para protestar um encerramento “injusto e injustificável”, que penaliza fortemente os particulares e as empresas da zona norte do concelho. “Não há critérios que expliquem o encerramento desta agência. Um balcão lucrativo, que contribui para o desenvolvimento do país e para os bons resultados da Caixa Geral de Depósitos não pode fechar”, atirou o presidente da Câmara Municipal, Alberto Machado.

As mensagens estavam espalhadas por toda a vila termal. “Pedras Salgadas ainda é Portugal?”, “Fechar sim! na cadeia quem levou a CGD à falência”, “onde está a lista de devedores da CGD?”, “Lisboa rouba, Pedras Salgadas paga”. Uma coisa é clara: “se a Caixa sai de Pedras Salgadas, então Pedras Salgadas e o resto do concelho vai sair da Caixa”, asseverou Rogério Martins, confirmando o compromisso de Câmara e Juntas de Freguesia deixarem de ser clientes da Caixa.

Um monte de pedras de granito em cubo, com umas grades de Água das Pedras em cima, sobra o qual se ergueu uma bandeira de Espanha, impediram a circulação da Estrada Nacional nº 2. O edifício da Junta de Freguesia tinha içada uma bandeira nacional espanhola, em detrimento da portuguesa, como forma de protesto. Rogério Martins vai mais longe e garante que a solução pode mesmo vir do país vizinho: “abordamos um banco espanhol que se mostrou interessado em garantir, aqui, um balcão. A confirmar-se, será muito bem vindo”, disse.

Ao longo da manhã, ouviram-se mensagens de protesto, rasgaram-se cadernetas da Caixa e colocaram-se blocos de granito e faixas à entrada do Balcão, que encerrou em definitivo.

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