Covid-19: maioria das corporações de bombeiros do Alto Tâmega já recebeu 1ª dose da vacina

Alto Tâmega

Fernando Queiroga, em representação da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), participou, no passado dia 19 de fevereiro, numa reunião com a Autoridade Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), na qual foi feito um ponto da situação sobre a evolução da pandemia.

Sobre o processo de vacinação, e após várias reivindicações, referira-se que já começaram a ser imunizados os bombeiros e as forças de segurança, profissionais que também estão na linha da frente no combate à pandemia e que não foram incluídos na primeira fase do plano nacional de vacinação.

No caso concreto do Alto Tâmega, sabe-se que a maioria das corporações de bombeiros já tomou a 1ª dose da vacina AstraZeneca, sendo que os militares dos postos da Guarda Nacional Republicana (GNR) começaram a ser inoculados contra a Covid-19 na passada sexta-feira.

Na reunião, o autarca de Boticas voltou a solicitar que sejam vacinados também os funcionários afetos ao Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), por estarem diariamente em contacto com grupos mais vulneráveis à doença, sobretudo os idosos.

O autarca requereu que, na medida do possível, sejam retomadas as consultas de outras especialidades, uma vez que a maioria da população é envelhecida e sofre de patologias que carecem de acompanhamento clínico regular.

Nesse seguimento, Fernando Queiroga pediu também que sejam definidas novas regras referentes à colocação e ao tempo de permanência de médicos nas regiões do interior, uma vez que muitos desses profissionais são transferidos para outras unidades de saúde num curto espaço de tempo, situação que acarreta consequências graves para os doentes que precisam de supervisão médica frequente.

Autoridade Regional de Saúde confiante numa evolução positiva da pandemia

A Autoridade Regional de Saúde (ARS) do Norte informou que o número de novos casos diários e de internamentos por Covid-19 desceram na região norte, fator que se traduziu no aumento de camas disponíveis nos hospitais. No entanto, a ARS referiu que as unidades hospitalares continuam sob alguma pressão, motivo pelo qual devem continuar a cumprir-se as normas emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), nomeadamente o uso obrigatório de máscara, higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória e, sobretudo, distanciamento social.

A ARS Norte comunicou que está a elaborar, juntamente com a DGS, um plano de desconfinamento, no qual consta o método como será feita a retoma gradual das atividades, contudo, é praticamente certo que o atual confinamento se vai prolongar mais algumas semanas.

Como medida preventiva, e de forma a quebrar a cadeia de transmissão do vírus, vão realizar-se rastreios à Covid-19 em várias instituições e empresas com um grande número de funcionários nos concelhos de maior risco de contágio. O processo de despistagem vai ser feito pelas Autoridades de Saúde, em colaboração com o Ministério da Economia, DGS e autarquias que irão indicar quais são os estabelecimentos alvo testagem ao SARS-Cov-2.

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