O sonho do Ultra Trail du Mont Blanc adiado pela pandemia

Desporto

De norte a sul do país, nos trilhos mais montanhosos ou nos estradões mais complexos, o atleta do CTM de Vila Pouca de Aguiar, Marco Pinto, arrecada títulos e recordes em nome do desporto e do estilo de vida que adotou. Em 2020, a paixão ia atravessar fronteiras e trilhar o seu caminho no Ultra Trail du Mont Blanc – “a Meca dos Trails” – mas devido à Covid-19 o sonho foi adiado para o ano seguinte.

“Não sei como é ganhar o Euromilhões, mas deve ser a mesma sensação que eu tenho quando termino uma prova, independentemente do lugar”. É desta forma que Marco Pinto descreve aquele que é o desporto que o move dia após dia. Dono de recordes e títulos de perder o folgo, o atleta natural de Eiriz, faz do Trail Running um estado de espírito e um estilo de vida que, aliado à natureza como pano de fundo, “é como um calmante”. “Isto é o meu altar. Quanto mais horas passo a correr, mais eu medito”.

Esta simbiose entre o atleta e a natureza, aliada ao prazer e equilíbrio mental que o running lhe proporciona, fez com que os títulos surgissem de forma natural ao longo do tempo. “O importante é seguir a paixão independentemente dos resultados”.

“Podia destacar várias provas e tempos, mas todos eles são espetaculares. Digo isto porque tenho encontrado lugares bonitos, sítios que eu nem imaginava que existiam e que acabo por conhecer quando participo nestas provas. Depois há a outra vertente que é a camaradagem que encontro ao longo do caminho, pessoas com a mesma paixão, com o mesmo espírito e que estão prontas a ajudar”, contou Marco Pinto.

Daniela Parente

Reportagem completa na edição nº 295 do Notícias de Aguiar, esta semana nas bancas.

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