Apanha solidária de cebolas em Vila do Conde

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Feira das Cebolas de Vila Pouca de Aguiar a 25 de setembro

Está a aproximar-se a Feira das Cebolas, um certame secular, de base rural, que este ano, ao contrário das edições passadas, não contará com um conjunto de atividades complementares que faziam parte dos dias de festa que invadiam a praça central de Vila Pouca de Aguiar, nomeadamente as corridas de cavalos, as chegas de bois e os espetáculos musicais.

No entanto, a rainha da festa estará igualmente presente, contando com mais de 50 produtores e cerca de 30 toneladas de cebola. Esta mostra e venda de produtos decorre habitualmente na praça Camilo Castelo Branco, junto aos Paços do Concelho.

Na passada sexta-feira, dia 11 de setembro, na localidade de Vila do Conde, freguesia de Valoura, decorreu aquele que é a apresentação da Feira das Cebolas, numa iniciativa solidária que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Alberto Machado, do presidente da Junta de Freguesia de Valoura, João Paulo Santos, e da comunidade de Vila do Conde.

Com a ajuda de habitantes e amigos da aldeia, foram arrancados cerca de mil quilos de cebolas, que serão entregues ao Centro Social de Nossa Senhora de Fátima, em Vila do Conde, que presta cuidados a 20 utentes.

Carmi Sousa, um dos impulsionadores desta iniciativa solidária, é presença assídua quando chega o dia da apanha. Aos 76 anos, o emigrante no Luxemburgo, afirma que “enquanto cá estivermos o Centro Social de Vila do Conde não vai abaixo”.

Foram cerca de 4.500 pés de cebolas plantados naquela “horta solidária”, para fazerem face às despesas da IPSS local. No entanto, esta é uma produção que requer alguns cuidados durante todo o ano. “Em Vila do Conde sempre se produziu boa cebola. Para isso é preciso saber estercar bem a terra e nunca deixar que lhe falte água para a cebola crescer bem”, descreveu Carmi Sousa.

À semelhança das dezenas de pessoas que arregaçaram as mangas naquela manhã de sexta-feira, também Celina de Jesus decidiu, mais uma vez, dar o seu contributo em prol de quem mais precisa.

“Tenho vindo sempre a ajudar na plantação e na manutenção da horta solidária. Este ano foi muito bom para o cultivo porque tivemos muitas batatas e muitas cebolas para dar ao Centro Social”, contou Celina.

Reportagem completa na edição nº 297, esta semana nas bancas.

Daniela Parente

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