Monteiros acolhe convívio para apelar à recolocação da Ponte de Arame

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No próximo domingo, dia 8 de janeiro, a partir das 12h30, no centro aldeia de Monteiros, numa tenda gigante montada para o efeito, reúne-se, num grande almoço festivo, o povo das aldeias de Monteiros e de Veral para comemorar a “luz ao fundo do túnel” da recolocação da Ponte de Arame que liga as duas aldeias, de um lado e do outro do rio Tâmega.

A partir das 11h30, um grupo de pessoas de Veral, no concelho de Boticas, irá fazer a caminhada de 1.600 metros com travessia pela Ponte de Arame até Monteiros, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, e outro grupo irá fazer a viagem de autocarro entre as mesmas aldeias numa distância que é de 54 quilómetros.

Recorde-se que a Ponte de Arame Monteiros-Veral, construída pelas próprias populações em tempos já imemoriais, sempre ligou as duas aldeias, permitindo câmbios de culturas e mercadorias, passagem de animais, pessoas, famílias e afetos.

Com a construção da barragem do Alto Tâmega pela Iberdrola, a Ponte de Arame Monteiros-Veral ficará submersa, não havendo até agora garantia da sua recolocação numa cota mais alta, apesar dos rogos das populações e dos muitos emigrantes ligados às aldeias, dos esforços dos “Amigos da Ponte de Arame” e da vontade das autoridades locais.

Assim, no domingo, haverá novidades a anunciar, nomeadamente apoios financeiros das duas Câmaras Municipais envolvidas (Vila Pouca de Aguiar e Boticas) para recolocação da Ponte de Arame, num local que permita a comunicação entre as margens, e uma manifestação de vontade popular genuína em prol do futuro das duas aldeias.

Com a Ponte (construída, recorde-se, pelo povo), Monteiro e Veral terão futuro – nomeadamente turístico, resultante do seu tipicismo da albufeira que a subida das águas formará – e sem a Ponte as duas aldeias morrerão.

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